Vejo as notícias dos jornais que, de modo tão imparciais, divulgam os bons modos de candidatos derrotados e os grandes projetos, dos vitoriosos, a serem implantados logo na sequência de suas posses.
Imagino... Não, não são os mesmos que para chegarem até aqui atacaram-se mutuamente, que fizeram grandes promessas, que no dia dos brasileiros irem às urnas, escolherem de forma democrática seus representantes, jogaram toneladas de papeis nas ruas com suas propagandas (talvez faltaram às aulas onde se ensina a não jogar lixo na rua).
Tudo isso, nos faz refletir... Cada candidato eleito ou não, é assessorado por muitas pessoas para construírem seus planos de governo, para o emprego do recurso público ou para a execução de suas propagandas eleitorais. A pergunta que ecoa é: até quando iremos promover ou assistir imóveis a condução das eleições de nossos representantes?
Talvez o sonho da transformação que liberta seja realmente uma utopia. Em especial, no país em que as pessoas esquecem tão rapidamente dos ensinamentos recebidos na escola.
Não precisamos somente de políticos honestos, mas de pessoas que valorizem o bem comum.
Por Clarice Borges