sexta-feira, 26 de outubro de 2012

COMO PODEMOS E DEVEMOS EDUCAR OS NOSSOS FILHOS?



Uma questão muito complexa, isso ninguém contesta. Pois não há um curso preparatório para pais, ao contrário do que ocorre quando decidimos nossa atuação profissional, fazemos um curso superior, cursos de especialização e de formação contínua. Ser pai e mãe é algo que aprendemos na prática, através dos erros e acertos nas relações que estabelecemos com esses que nos foram confiados, configurando-se em uma grande responsabilidade: EDUCAR – eis a questão!

Todos nós, profissionais da educação ou não, nos deparamos com comentários de pais que se sentem frustrados diante de comportamentos indesejados de seus filhos, talvez, por não conseguirem fazer com que estes obedeçam, apresentem comportamentos adequados nos diferentes ambientes sociais e, assim, aderem às práticas como “castigos”, “surras” e “diálogos agressivos”. Porém, mesmo assim não alcançam o êxito na educação dos filhos.

No contexto da vida contemporânea, na dimensão do politicamente correto, proponho a reflexão sobre a importância do nosso exemplo. Pois, em consonância com os mais experientes na ARTE DE EDUCAR, os exemplos comunicam muito mais do que as palavras. Assim, é imprescindível que antes de cobrar dos filhos determinados comportamentos, nós os pais, procuremos educar a nós mesmos. Como podemos exigir que um filho não fume, se nós fumamos? Mesmo sob orientação de médicos e pressão de familiares?  Portanto, o ditado popular “faça o que eu digo e não o que eu faço” pode ser o maior erro na importante missão de educar. O exemplo é fundamental!

Segundo Aristóteles, filósofo, os bons hábitos se formam nas crianças pelo exemplo dos adultos. Além dessa regra de ouro, existem outras que podem contribuir na boa educação de nossos seus filhos:

·                    Explicite seus valores – Fale para seus filhos o que considera importante, o que espera que seus filhos aprendam ou o que é admissível ou não em sua opinião. Não espere que seus filhos adivinhem, o diálogo é uma importante metodologia para educar.

·                    As regras devem ser claras e expostas antes de aplicadas – Com linguagem simples e adequada, a idade da criança, os pais devem expor as regras. Evite falar muito com crianças pequenas. Com os filhos maiores, não há nada de educativo em dizer: "Porque não e pronto!" Essa dica é relevante sob a justificativa de que cada família apresenta regras diferenciadas, enquanto alguns pais aceitam a utilização de gírias e palavrões outros se sentem incomodados com tal comportamento.

·                    Agredir fisicamente ou verbalmente não educa - Comentada as regras da família, os gritos, as surras podem ser prejudiciais, transformando a relação entre pais e filhos em uma guerra, provocando o desgaste de ambas as partes. É gratificante quando os filhos obedecem por respeito e amor, não por temor.

·                    Seja firme – Depois que as regras, os limites, o que é permitido e o que não é permitido foi exposto não mude a toda hora de ideia, de acordo com seus próprios interesses. A inconstância dos pais pode ocasionar o mau comportamento dos filhos, uma vez, que estarão sempre testando, para ver até onde poderão ir e causando a indisciplina, além de problemas de ordem emocional.

·                    Não seja negligente – Investir em tempo e estratégias para disciplinar os filhos mostra que existe preocupação, empenho. Além de ser interpretado como um ato de amor.

·                    Respeite seu cônjuge – O respeito do esposo pela esposa e vice-versa contribui para confirmar para os filhos que esse comportamento é o mesmo a ser apresentado por eles.

Para finalizar, por um breve momento, a reflexão aqui estabelecida vale destacar uma definição, de autor desconhecido, que circula nas redes sociais:
 “Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!”