quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Professores, futuros professores e pais... Um espaço para reflexão...

A batalha dos métodos

Numa rua de subúrbio, uma menina, sentada à porta de casa, olhava um livro ilustrado. Perto dali havia uma escola normal e passavam muitas jovens que se preparavam para ser professoras.
Uma delas parou ao ver a criança com o livro na mão e disse:
__ Que gracinha!
__ Me conta a história?

__ Não, primeiro você tem que aprender a ler. Quer que eu te ensine? Olhando o título, a jovem apontou:
__ A, o, e, u, i, o. Não, assim, não. Melhor assim: a, e, i, o, u.
A criança olhou desconsolada e pediu novamente para ouvir a história. A futura professora não desistiu.
__ Veja, é fácil: a com i faz ai! Como você fala quando senti uma dor. E e com u faz eu! E apontava para o próprio peito, dizendo: eu, ai! Eu, ai!
Um pouco assustada, a criança desviou o olhar e abriu o livro. A normalista aborreceu-se e foi para a aula de Métodos e Técnicas de Alfabetização contar para a professora que tinha encontrado uma pobre criança que era um caso típico de falta de prontidão para a leitura.
Logo depois passou outra jovem e perguntou:
__ O que é que você está lendo?
__ Não sei ler. Me conta a história?
__ Vou ensinar você a ler. Como é seu nome?
__ Betinha.
__ Não, isso é seu apelido. Como é seu nome?
A menina pensou um pouco e olhou desolada para o livro:
__ Me conta a história.
__Só se você me disser seu nome.
__Elisabete Maria de Oliveira.
__ Ah, bom. Então vamos ver.
Puxando um caderninho da bolsa, a moça escreveu Elisabete e deu à criança.
__Aqui está o seu nome: ELISABETE. Vamos ler apontando com o dedinho.
Apontando as nove letras, a menina leu: E-li-as-be-te- Ma-ri-a- de- O-li-vei-ra.
A jovem ficou embatucada e anotou a resposta para ir perguntar como interpretá-la à professora de psicogênese da língua escrita.
__ Tchau, querida! Outro dia eu te ensino, o.k?
Não demorou muito, passou outra jovem simpática e a criança lhe pedi:
__ Me conta a história!
__ Que gracinha! Eu conto se você me responder umas perguntas.
A criança olhou ressabiada.
__ Você já sabe as letras do alfabeto?
__ Não.
Você conhece as famílias silábicas?
__Quê?
__Deixa pra lá. Me diga uma palavra que começa com pa. Por exemplo, pato, papai, palácio.
__Rei, princesa.
__ Quê?
__ Palácio, rei, princesa.
A futura professora suspirou. Saiu dali muito triste, achando que a menina era muito bonitinha, mas não tinha discriminação auditiva.
Daí a meia hora, passou um professor de gramática, cansado e meio calvo, andando devagar. A menina resolveu tentar a sorte.
__ Me conta a história!
__ Não é assim. Fale de novo: conta-me a história.
__ Hum?
__ Conta-me a história, eu disse.
__ Mas eu não sei ler.
__ Não, não é você que deve contá-la. Aliás, minha pobre criança, você não sabe nem falar.
A menina fechou o livro com força e fez uma careta de nojo para o gramático. Ele respondeu:
__ Atrevida! Analfabeta! Iletrada! Anômala! Anojosa! Anacoluto! e retirou-se, muito satisfeito de possuir um vasto vocabulário para qualificar a pirralha.
Passou um tempinho, veio pela calçada uma professora de sociolingüística, com seu gravador a tiracolo, e a menina resolveu tentar a sorte:
__ Tia, me conta a história!
__ Fala de novo, meu bem, disse a professora, e ligou o gravador. Estava fazendo uma pesquisa sobre dialetos das classes populares do subúrbio do Rio, de modo que não podia perder a chance de gravar a fala da criança.
__ O que é isso?
__ um gravador. Vou gravar o que você falar. Vamos conversar. Quantos anos você tem?
__ Me conta a história.
__ Depois eu conto. Converse um pouquinho comigo.
__ Quero a história.
__ Depois eu conto. Converse um pouquinho comigo.
__ Quero a história.
__ Você me conta uma história. Eu gravo e depois passo tudo para o papel, pego sua história e aí...
Mas a professora não pode concluir: a menina já estava longe, pulando num pé só, fora do alcance da pesquisadora. Na esquina, encontrou o vendedor de cocadas que fazia ponto perto da escola normal. Pouco movimento, tarde parada. O vendedor olhou pra menina e perguntou:
__ Já leu esse livro?
__ Não, lê pra mim? disse a menina, sem muita esperança de ser atendida.
__ Hum, deixa eu ver.
O rapaz abriu o livro. Foi lendo devagar, como possível, pois tinha aprendido a ler mal e mal, há muito tempo atrás.
__ Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho. Um dia, a mãe dela cha-cha-mou-a e disse...
A menina deu um suspiro de prazer e sentou no muro da escola para ouvir a história. Lá dentro, alguém dava uma aula sobre métodos de alfabetização.



CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática. Petrópoles, RJ: Vozes, 2005.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O que precisamos saber sobre as alterações das regras na escrita?

Vocês já sabem o que muda com o novo acordo entre os países cuja língua é a PORTUGUESA?

Então confira:
  1. Acentuação

a) palavras como lingüiça, cinqüenta, seqüestro passam a ser grafadas linguiça, cinquenta, sequestro;

b) palavras como vôo, enjôo, abençôo passam a ser grafadas voo, enjoo, abençoo;

c) palavras como lêem, dêem, crêem, vêem passam a ser grafadas leem, deem, creem, veem;

d) palavras como idéia, assembléia, heróico, paranóico passam a ser grafadas ideia, assembleia, heroico, paranoico;

e) palavras como feiúra, baiúca passam a ser grafadas feiura, baiuca;

f) averigúe, apazigúe e argúem passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem;

g) deixa de se distinguir pelo acento gráfico:– para (á), flexão do verbo parar, e para, preposição; – pela(s) (é), substantivo e flexão do verbo pelar, e pela(s), combinação da preposição per e o artigo a(s);– polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); – pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo, e pelo(s) combinação da preposição per e o artigo o(s);– pera (ê), substantivo (fruta), pera (é), substantivo arcaico e pera preposição arcaica.

2. O hífen

a) passaremos a grafar de forma aglutinada certos compostos nos quais se perdeu a noção de composição, como: mandachuva e paraquedas, por exemplo.

b) só empregaremos o hífen quando o segundo elemento começar por h. Ex.: pré-história, super-homem, pan-helenismo, semi-hospitalar. Exceção: manteve-se a regra atual que descarta o hífen nas palavras formadas com os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial (desumano, inábil, inumano), e quando o prefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, ex.: contra-almirante, supra-auricular, auto-observação, micro-onda, infra-axilar. Exceção: manteve-se a regra atual em relação ao prefixo co-, que em geral se aglutina com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o (coordenação, cooperação, coobrigação). Com isso, ficou abolido o uso do hífen:
quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas.
Ex.: antirreligioso, antissemita, contrarregra, infrassom. Exceção: manteve-se o hífen quando os prefixos terminam com r, ou seja, hiper-, inter- e super- Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente Ex.: extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, antiaéreo, agroindustrial, hidroelétrica Observação: permanecem inalteradas as demais regras do uso do hífen.

3. Uso obrigatório de letras maiúsculas

  • nomes próprios de pessoas (João, Maria, Dom Quixote);
  • lugares (Curitiba, Rio de Janeiro);
  • instituições (Instituto Nacional da Seguridade Social, Ministério da Educação);
  • seres mitológicos (Netuno, Zeus);
  • nomes de festas (Natal, Páscoa, Ramadão);
  • designação dos pontos cardeais quando se referem a grandes regiões (Nordeste, Oriente);
  • siglas (FAO, ONU);
  • iniciais de abreviaturas (Sr., Gen. V. Exª) e
  • títulos de periódicos (Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo).

Ficou facultativo usar a letra maiúscula:

  • nos nomes que designam os domínios do saber (matemática ou Matemática);
  • nos títulos (Cardeal/cardeal Seabra, Doutor/doutor Fernandes, Santa/santa Bárbara);
  • nas categorizações de logradouros públicos (Rua/rua da Liberdade), de templos (Igreja/igreja do Bonfim) e edifícios (Edifício/edifício Cruzeiro).

Observação: Fiquem tranquilos... pois teremos um tempo para nos adaptarmos as novas regras!!!

20 Dicas de Sucesso

Luiz Marins Filho

  • Elogie três pessoas por dia.
  • Tenha um aperto de mão firme.
  • Olhe as pessoas nos olhos.
  • Gaste menos do que ganha.
  • Saiba perdoar a si e aos outros.
  • Trate os outros como gostaria de ser tratado.
  • Faça novos amigos.
  • Saiba guardar segredos.
  • Não adie uma alegria.
  • Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados.
  • Sorria.
  • Aceite sempre uma mão estendida.
  • Pague suas contas em dia.
  • Não reze para pedir coisas; reze para agradecer, pedir sabedoria e coragem.
  • Dê às pessoas uma segunda chance.
  • Não tome uma decisão quando estiver cansado ou nervoso.
  • Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas.
  • Doe o melhor de si no seu trabalho.
  • Seja humilde, principalmente nas vitórias.
  • Jamais prive uma pessoa de esperança. Pode ser que ela só tenha isso.

sábado, 13 de setembro de 2008

SUGESTÃO DE ATIVIDADE... BEM LEGAL!!

Olá!!! Encontrei uma atividade bem interessante, fora do convencional e que pode compor o planejamento de todas as turminhas do Ensino Infantil e Fundamental I.

Confira.

Peça aos seus alunos que guardem na memória, para repetir na classe, uma frase que ouviram antes de chegar à escola. As frases deverão ser escritas no quadro-negro e comentadas por todos: quem disse, onde disse, por que disse. Em seguida, serão analisados: número de palavras frases mais longas e mais curtas), número de espaços entre as palavras, pontuação, existência de palavras iguais (provavelmente haverá artigos, preposições, conjunções que se repetem).

Esta está no livro Guia Prático do Alfabetizador, escrito por Marlene Carvalho e editado pela Ática, na p. 29. E, você professor(a) poderá usar sua criatividade e ampliar ainda mais com outras reflexões sobre a língua oral e escrita.

Uma atividade rica, pois oferece várias possibilidades e ao mesmo tempo é muito fácil executá-la. Espero que possa ser útil aos professores e também aos pais que acessam este blog, pois é importante que a família esteja auxiliando no desenvolvimento formal da criança e essa atividade pode se transformar em uma brincadeira em casa em um dia de chuva por exemplo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sugestões de atividades com o NOME PRÓPRIO


Considero muito interessante iniciar a alfabetização sistemática com o NOME DA CRIANÇA, pois é uma atividade carregada de afetividade e propicia reflexões sobre a língua escrita. Além de ser muito estimulante pra cada criança descobrir seu nome e o de pessoas queridas, como: de pessoas da família, da professora, dos colegas de classe.

PROBLEMATIZAÇÃO:
Número de sílabas, número de letras, a seqüência em que as letras aparecem, as letras que compõem seu nome, nomes que iniciam com a primeira letra do seu nome, palavras que são escritas com as letras do seu nome...

Podemos propor várias atividades, veja:
1- Escrita espontânea do próprio nome;

2- Bingo de nomes dos coleguinhas da sala;

3- Bingo de letras;

4- Quebra-cabeça do nome de cada aluno;

5- Jogo com dado pra fixar a primeira letra do nome;

6- Brincar de adivinhar de quem é o nome – Ex.: escreve na lousa

NAL RO DO, pronúncia dessa forma com as sílabas invertidas e estimula a turma a descobrir de quem é o nome. Resposta: RONALDO;

7- Escrever palavras que rimam com os nomes – Ex.: Damião – mamão;

8- Pescaria com nomes dos alunos;

9- Caça-palavras com os nomes das crianças;

10- Descobrir a ou as letras que estão faltando nos nomes – Ex.: CL____RIC____;

11- Escrever em uma folha de papel sulfite o nome da criança utilizando uma vela ou giz de cera branco e depois pedir para que a criança pinte com tinta guache colorida, daí o nome ficará em evidência. E, você professor (a) poderá usar sua criatividade e pedir pra que leiam o nome que apareceu e entregar ao dono daquele nome e muitas outras possibilidades;

12- Pedir aos alunos que entrevistem seus pais para descobrirem a história do nome de cada um e socializar na sala de aula;

13- Fazer um gráfico com os nomes dos alunos – Ex.: gráfico de colunas para evidenciar quem tem nome começado com A, com B, com C... E, depois problematizar. (O ideal é confeccionar junto com a turminha, assim eles decidem o título, cada um escreve seu nome em um cartãozinho e cola no lugar indicado do gráfico);

14- Ler textos poéticos como o poema de Toquinho: Tudo tem nome;

15- Ler textos informativos sobre a origem e o significado dos nomes dos alunos;

16- Pesquisar pessoas famosas que tenham os mesmos nomes que os alunos - Ex: Escritores de livros infantis, Músicos, Atores, dentre outros;

17- Confeccionar crachás com o nome de um lado e o nome completo do outro;

18- Fazer o auto-retrato e cada pequeno artista assina sua obra.
Ótima aula!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Amiguinhos imaginários!!!!

Ei... Você também já ficou assustado sem saber o que fazer, quando viu o seu filho(a) ou aluno(a) conversando com um amiguinho imaginário?

Então confira essas dicas...

Ter "amigos imaginários" é algo perfeitamente comum entre crianças de 3 a 6 anos de idade.
Não se deve supervalorizar o fato da criança ter um amiguinho imaginário. Mas, se ele persistir até a pré-adolescência então, nesse caso, é interessante consultar um profissional de saúde.

Essa é uma forma que a criança encontra para demonstrar suas capacidades, para explorar e expandir a sua imaginação e criatividade. Mas, muitas vezes esses amigos imaginários são utilizados para lidar com sentimentos como a raiva, a inveja...

As crianças podem usar estes amigos para praticarem o que é ser e ter um amigo.

Se os pais e professores ouvirem as conversas das crianças com os amigos imaginários, poderão ser capazes de descobrir alguns dos medos das crianças e alguns conflitos. Pois, o amigo imaginário também é um confidente, a criança fala com ele dos seus medos, dos seus sentimentos de perda, das suas frustrações... E, isso deve ser bem valorizado pelos pais e educadores porque pode ajudar a proteger a criança.

Os pais podem perguntar às crianças se realmente acreditam que estes amigos existem, como eles são, de onde vieram, incluí-los na rotina da família... E, não se preocupem, pois se a criança defende veementemente a existência do amigo imaginário... no fundo ela sabe que é somente um faz de conta e esse jogo pode aproximar ainda mais os pais dos filhos.

Os professores devem até conscientizar os pais que não vale a pena lutar contra isto, pois não ajuda e pode fazer a criança se sentir diferente e querer se isolar (o que não é bom).

As crianças vão naturalmente se livrar do amiguinho imaginário aos 7 ou 8 anos.

Agora se você encontrar uma criança brincando ou brigando animadamente com "alguém" sentado à sua frente, já sabe o que fazer... Relaxe!!! No mundo do faz de conta a criança testa os seus limites e cresce de modo muito saudável.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Uma dica muito legal para sua aula de Português...

Organize seus alunos individualmente, cada um com um dicionário para consulta. Você irá usar aproximadamente 50 minutos para essa aula.

A atividade é ... DITADO UTILIZANDO O DICIONÁRIO.

  • Converse com seus alunos e diga-lhes que vai ler um texto sobre um assunto de sua escolha (pode ser sobre um tema que estejam trabalhando em outra disciplina) e que depois você fará um ditado... Mas esse ditado será diferente, pois eles poderão interromper quando tiverem dúvidas quanto a escrita das palavras e para isso utilizarão o dicionário.
  • Leia, então, o texto que você escolheu. Em seguida, converse sobre o que eles compreenderam.
  • Dê início ao ditado, lendo pausadamente as palavras para que sua turminha consiga escrever... quando alguém tiver dúvida... para-se o ditado, consulta o dicionário e só depois que se retoma a atividade.
  • Com esse exercício, você poderá refletir, discutir coletivamente sobre as dúvidas que seus alunos apresentarem sobre a escrita convencional.
  • Ao final, escreva o texto no quadro-negro ou entregue a cópia do texto impresso para que cada criança faça a sua correção.

Uma ótima aula!!!

domingo, 7 de setembro de 2008

Seus alunos apresentam escrita emendada, sem espaço entre as palavras?

Se a resposta for SIM, veja algumas intervenções que você pode fazer para que sua turminha perceba que quando se escreve é preciso utilizar espaços entre as palavras...

Saiba que, apenas o contato com os textos impressos não é suficiente e que é necessário uma ação didática, um planejamento específico...

ATIVIDADE 1

TEXTO EMENDADO – PRODUÇÃO DE ALUNO

Objetivo: Preocupar-se com as questões de legibilidade relacionadas à separação entre as palavras.

OBSERVAÇÕES:
Utilize essa estratégia após a produção textual em que alguns de seus alunos escrevam as palavras sem separação.

Organize sua turma coletivamente e depois em duplas.

Utilize um trecho da produção escrita do aluno em cartaz, transparência ou no quadro-negro.

Peça aos alunos que leiam o texto e que indiquem os lugares onde os espaços são necessários e para isso podem usar barrinhas (/).

Organize, então, a turma em duplas e peça que façam o mesmo com outro texto. Tem uma sugestão aqui...

LÁNARUA 24

UMAMULHER MATOU UM SAPO

COM ASOLA DOSAPATO

OSAPATOESTREMECEU

AMULHER MORREU

URUBU-BU-BU

QUEM NÃO SAI É UM TATU

Você pode pedir aos seus alunos que reescrevam a parlenda utilizando a separação adequada entre as palavras.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

  • Leitura, desafio de pais e professores ...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Estratégias de Leitura

O ato de ler ativa uma série de ações na mente do leitor, por meio das quais ele extrai informações. Essas ações são denominadas estratégias de leitura e, na sua maioria, passam despercebidas pela consciência. Elas ocorrem simultaneamente, podendo ser mantidas, modificadas ou desenvolvidas durante a apropriação do conteúdo.

Ao ler um texto qualquer, a mente da pessoa seleciona o que lhe interessa: nem tudo o que está escrito é igualmente útil. Escolhem-se alguns aspectos, chamados relevantes, ignoram-se outros, irrelevantes ou desinteressantes, e faz-se uma seleção, isto é, presta-se a atenção aos aspectos que interessam, ou seja, aqueles sem os quais seria impossível compreender o texto. São hipóteses que o leitor levanta, antecipando informações com base nas pistas que vai percebendo durante a leitura. Essa estratégia ocorre, por exemplo, quando no início da leitura de um conto de fadas espera-se que apareçam personagens e lugares característicos desse tipo de texto: madrasta ruim, princesas e príncipes lindos e bons, fadas, bruxas, castelos, reinos, florestas encantadas, etc. Além disso, o leitor espera encontrar palavras ou expressões iniciais e finais que marcam o conto de fadas: “era uma vez uma bruxa malvada”, etc. durante a leitura, comprovando as antecipações estavam corretas ou não. Se aparecerem termos, palavras ou personagens com características muito diferentes dessas, ocorre um estranhamento do leitor que precisará voltar e analisar o que foi lido.
Inferências são os complementos que o leitor fornece ao texto a partir de seus conhecimentos prévios. É tão freqüente o uso dessa estratégia que é comum o leitor não lembrar se determinado aspecto estava implícito ou explícito no texto.
Auto-regulação é a ponte que o leitor faz entre o que supõe (seleção, antecipação, inferência) e as respostas que vai obtendo através do texto. Trata-se de avaliar as antecipações e as inferências, confirmando-as ou refutando-as, com a finalidade de garantir a compreensão.
Autocorreção acontece quando as expectativas levantadas pelas estratégias de antecipação não são confirmadas, havendo um momento de dúvida. O leitor, então, repensa a hipótese anteriormente levantada, constrói outras e retoma as partes anteriores do texto para fazer as devidas correções. É o caso do leitor, por exemplo, que volta para corrigir a palavra que leu erradamente. Há uma relação recíproca entre usar estratégia de leitura e interpretar o texto. Emprega-se uma estratégia porque se está entendendo o texto; entende-se o texto porque se está aplicando a estratégia.

Pode-se dizer que leitor eficiente é aquele que:
• formula perguntas enquanto lê e se mantém atento;
• seleciona índices relevantes para a compreensão;
• supre os elementos ausentes, complementando informações;
• antecipa fatos;
• critica o conteúdo;
• reformula hipóteses;
• estabelece relações com outros aspectos do conhecimento;
• transforma ou reconstrói o texto lido;
· atribui intenções ao escritor.
http://www.bomjesus.br/publicacoes/pdf/revista_PEC/leitura_um_desafio_sempre_atual.pdf

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Formação Continuada - Programa PRALER



Esse painel ficou lindo de ++++


Foi uma cortesia das Coordenadoras Pedagógicas das Escolas Municipais...



Momento de Oração organizado pelos cursistas da Escola Pedro Ludovico



Entrega de lembrancinhas confecionadas pelas professoras da Escola Primavera




Dinâmica realizada pela Professora Alice da Escola Paraíso






Presença do Secretário de Educação no Encontro de Formação




Aresentação de atividade da Professora Neila da Escola Teodomiro





Atividade da Professora Valdelena da Escola Municipal Primavera





Apresentação da Equipe da Escola Municipal Odimar Lopes




Momento de Oração do 2° dia de Formação Continuada





Apresentação teatral da Escola Municipal José Teodoro. Incrívellllllllllllllllllllllllll




Leitura e discussão em grupo...


Cursistas do Programa PRALER da Rede Municipal de Ensino de Colinas do Tocantins - 2008


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Dicas para o planejamento das atividades de leitura em sala de aula.

Para que seus alunos possam ampliar seu conhecimento lingüístico sobre uma variedade de gêneros textuais, aprender a ler com diferentes propósitos e, assim, construir procedimentos de leitura variados, bem como construir um repertório de textos e autores, sugerimos que ao longo do ano você considere as dicas a seguir:



Leia em voz alta todos os dias...
Textos literários: contos tradicionais, histórias contemporâneas, lendas.


Leia com eles em voz alta, todos os dias...
Parlendas, quadrinhas, trava-línguas, cantigas, poemas, adivinhas e
outros textos memorizáveis. Os textos podem estar num cartaz no mural, em um papel, com papel, com cópia para cada aluno, ou mesmo escritos na lousa.


Proponha também momentos de leitura nos quais...
- Possam explorar livros, revistas e jornais livremente, como nos contos de leitura.
- Possam ler, com ajuda do professor, com diferentes propósitos.
- Possam ler, com a ajuda do professor, informações presentes no ambiente escolar, ampliando o conhecimento que já possuem sobre a função da escrita.


Leia em voz alta pelo menos uma vez por semana...
Um texto informativo: artigos e notícias de jornal, textos informativos sobre temas científicos (sobre animais, plantas, o corpo humano, os planetas e etc.).

E TAMBÈM
(pelo menos duas vezes no mês)
Um texto instrucional: regras de jogos, receitas culinárias...


Convide os alunos a ler todos os dias...
Os nomes dos colegas, as atividades do dia, o nome da escola, títulos das histórias conhecidas, títulos das cantigas e outros textos disponíveis na escola.

Mas, atenção...
Sempre que possível, leve o suporte no qual o texto que você selecionou foi impresso. Se for uma notícia, procure levar todo o jornal para que os alunos tenham contato com esse portador. Se for um verbete de enciclopédia, leve o volume do qual ele foi extraído. Um conto? O livro. A regra de um jogo? O folheto de instruções ou até mesmo a tampa da caixa do jogo.

Finalmente comece a aproveitar
Os seus momentos de leitura em voz alta para favorecer a integração do trabalho de leitura e de escrita com as demais áreas do currículo. Por exemplo, ao selecionar uma notícia de jornal, você pode escolher uma notícia que trate da fauna, da flora e do meio ambiente. Ou então ler um texto informativo que tenha relação com a história do lugar, com o modo de vida de diferentes grupos sociais (como os povos indígenas) ou que relate a vida em outros tempos e em outras partes do Brasil e do mundo... E mais ainda: ao escolher um texto para ser lido para e com seus alunos, você pode aproveitar para tratar de temas relacionados à nossa sociedade atual, ao nosso dia-a-dia. Saúde, alimentação, lixo, preconceito, preservação ambiental, a importância do idoso, respeito aos portadores de necessidades especiais, trânsito, desarmamento... são temas importantes, cuja reflexão contribui para a formação de cidadãos mais críticos. Esses temas expressam o conceito de tema transversal propostos pelos PCNs. Você ainda pode se valer dos acontecimentos mais recentes para, por exemplo, selecionar notícias de jornal e discutir o conteúdo desses textos com os alunos.

E redobre ainda mais a sua atenção
No momento de selecionar textos. Escolha sempre textos com qualidade. Evite as versões adaptadas, que simplificam o conteúdo e a linguagem do texto. Esses textos pouco contribuem para a formação de seus alunos enquanto leitores.

Dicas práticas para o planejamento do trabalho

Para que seus alunos possam ampliar seu conhecimento lingüístico sobre uma variedade de gêneros textuais, aprender a ler com diferentes propósitos e, assim, construir procedimentos de leitura variados, bem como construir um repertório de textos e autores, sugerimos que ao longo do ano você considere as dicas a seguir:



Leia em voz alta todos os dias...
Textos literários: contos tradicionais, histórias contemporâneas, lendas.


Leia com eles em voz alta, todos os dias...
Parlendas, quadrinhas, trava-línguas, cantigas, poemas, adivinhas e
outros textos memorizáveis. Os textos podem estar num cartaz no mural, em um papel, com papel, com cópia para cada aluno, ou mesmo escritos na lousa.


Proponha também momentos de leitura nos quais...
- Possam explorar livros, revistas e jornais livremente, como nos contos de leitura.
- Possam ler, com ajuda do professor, com diferentes propósitos.
- Possam ler, com a ajuda do professor, informações presentes no ambiente escolar, ampliando o conhecimento que já possuem sobre a função da escrita.


Leia em voz alta pelo menos uma vez por semana...
Um texto informativo: artigos e notícias de jornal, textos informativos sobre temas científicos (sobre animais, plantas, o corpo humano, os planetas e etc.).

E TAMBÈM
(pelo menos duas vezes no mês)
Um texto instrucional: regras de jogos, receitas culinárias...


Convide os alunos a ler todos os dias...
Os nomes dos colegas, as atividades do dia, o nome da escola, títulos das histórias conhecidas, títulos das cantigas e outros textos disponíveis na escola.

Mas, atenção...
Sempre que possível, leve o suporte no qual o texto que você selecionou foi impresso. Se for uma notícia, procure levar todo o jornal para que os alunos tenham contato com esse portador. Se for um verbete de enciclopédia, leve o volume do qual ele foi extraído. Um conto? O livro. A regra de um jogo? O folheto de instruções ou até mesmo a tampa da caixa do jogo.

Finalmente comece a aproveitar
Os seus momentos de leitura em voz alta para favorecer a integração do trabalho de leitura e de escrita com as demais áreas do currículo. Por exemplo, ao selecionar uma notícia de jornal, você pode escolher uma notícia que trate da fauna, da flora e do meio ambiente. Ou então ler um texto informativo que tenha relação com a história do lugar, com o modo de vida de diferentes grupos sociais (como os povos indígenas) ou que relate a vida em outros tempos e em outras partes do Brasil e do mundo... E mais ainda: ao escolher um texto para ser lido para e com seus alunos, você pode aproveitar para tratar de temas relacionados à nossa sociedade atual, ao nosso dia-a-dia. Saúde, alimentação, lixo, preconceito, preservação ambiental, a importância do idoso, respeito aos portadores de necessidades especiais, trânsito, desarmamento... são temas importantes, cuja reflexão contribui para a formação de cidadãos mais críticos. Esses temas expressam o conceito de tema transversal propostos pelos PCNs. Você ainda pode se valer dos acontecimentos mais recentes para, por exemplo, selecionar notícias de jornal e discutir o conteúdo desses textos com os alunos.

E redobre ainda mais a sua atenção
No momento de selecionar textos. Escolha sempre textos com qualidade. Evite as versões adaptadas, que simplificam o conteúdo e a linguagem do texto. Esses textos pouco contribuem para a formação de seus alunos enquanto leitores.

E com relação à escrita...

Proponha que os alunos escrevam todos os dias...
Ø O próprio nome em pelo menos um dos seus trabalhos do dia, consultando ou não o cartaz com os nomes da turma.
Ø A data em pelo menos um dos seus trabalhos do dia copiando-a da lousa.




Escreva pelos alunos pelo menos uma vez por semana
Ø Uma lista de palavras cujo tema tenha significado no contexto do trabalho realizado até o momento. Pode ser uma lista com os nomes da turma organizado em ordem alfabética, dos nomes e da data de nascimento para a elaboração da “agenda de aniversários”, dos dias da semana, dos títulos das histórias lidas, dos nomes dos personagens preferidos, dos títulos das cantigas trabalhadas...
Ø Cartas ou bilhetes, produzidos de forma conjunta com a turma. O assunto pode variar: bilhete para pesquisar a letra de uma cantiga, para obter informações sobre a data de nascimento dos alunos e outros dados que possam vir a fazer parte da “agenda de aniversários”.
Ø A letra de uma cantiga, uma quadrinha, uma parlenda, eles podem ditar o texto para que você escreva na lousa.


Escreva na frente deles todos os dias
Ø A lista das atividades da rotina do dia, os nomes dos ajudantes do dia, os nomes das duplas/grupos de trabalho, o título do texto que será lido no momento da leitura... assim eles podem observar um “escritor” mais experiente escrevendo e ampliar as noções que já possuem sobre o procedimentos que envolvem o ato de escrever.


Assim seu planejamento sempre contemplará uma variedade de textos
TRABALHO COM A PRODUÇÃO TEXTUAL

OBSERVAR DE MODO GERAL:

1- Legibilidade da escrita.
2- O uso adequado de estruturas gramaticais: pontuação, letra maiúscula, acentuação, singular / plural, concordância nominal / verbal, paragrafação e etc.
3- Adequação da linguagem em função de seus propósitos e do destinatário da mensagem.
4- Socialização da escrita - o prazer e a espontaneidade ao compartilhar as produções.
5- Criatividade – capacidade de ir além, surpreender, arriscar-se numa nova experiência.
6- Coesão – capacidade de relacionar as idéias com adequação, usando progressivamente os conectivos.
7- Coerência – capacidade de manter as relações de sentido dentro de um texto.

CRITÉRIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO DE UM TEXTO INFORMATIVO:

1- Minha letra está legível?
2- Usei adequadamente a letra maiúscula?
3- Fiz a separação de sílabas adequadamente?
4- Usei a pontuação corretamente?
5- Não fugi do assunto?
6- Segui uma seqüência lógica?
7- O título está de acordo com o assunto do texto?
8- Conferi a escrita das palavras (ortografia)

CRITÉRIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO DE UM POEMA:

1- Minha letra está legível?
2- Construí o texto na forma de versos e estrofes?
3- Apresentei as rimas? Ou não?
4- Criei versos que tem um som agradável, bonito quando declamados?
5- Fiz a correção ortográfica?

CRITÉRIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO DE UM TEXTO NARRATIVO:
1- Minha letra está legível?
2- Separei as sílabas corretamente?
3- Usei corretamente a letra maiúscula, a acentuação?
4- Fiz uso adequado da pontuação?
5- Criei personagens adequados?
6- Descrevi as personagens?
7- Caracterizei o cenário (o ambiente)?
8- Escrevi o texto com começo, meio e fim?
9- Criei um final para a história?
10- Corrigi os erros ortográficos?

CRITÉRIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO DE UMA CORRESPONDÊNCIA:
1- Coloquei data e local no início da correspondência?
2- Coloquei o nome do destinatário?
3- Fiz uma saudação inicial e outra final adequadamente?
4- Fiz as margens adequadas?
5- Usei a pontuação correta?
6- Usei corretamente a letra maiúscula?
7- Usei pronomes de tratamento adequados?
8- Coloquei minha assinatura na correspondência?
9- Expressei minhas idéias com clareza?
10- Corrigi os erros ortográficos?

CRITÉRIOS DE AUTO-AVALIAÇÃO DE UM ANÙNCIO:
1- Criei um pequeno texto que chame atenção do leitor?
2- As idéias apresentadas estão claras?
3- Consegui escrever poucas palavras para transmitir a idéia?
4- Empreguei a pontuação correta?
5- Separei as sílabas no final de cada linha adequadamente?
6- Fiz a correção ortográfica?
7- Usei ilustrações de acordo com as idéias apresentadas?
8- Cuidei da diagramação do texto, do visual do anúncio a fim de atrair os olhos do leitor?

Itens a serem observados
Pontualidade na entrega
Apresentação do trabalho
Adequação do trabalho escrito em relação ao objetivo proposto
Respeito ao gênero textual solicitado
Nível de aprofundamento da reflexão realizada na atividade
Linguagem escrita

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sugestões de Atividades para desenvolver a linguagem oral na Educação Infantil...


1. Organizar rodas de conversas


Para conversar sobre atividades do dia, sobre normas para boa convivência, sobre projetos ou produzir textos coletivamente...


2. Promover diariamente leitura de livros de Literatura Infantil


Nesta atividade o importante é que a literatura seja de qualidade.


3. Colocar brinquedos ou objetos variados em uma caixa


Pedir as crianças para nomearem os objetos e entregá-los a outra criança.


4. Exibir às crianças cartões com gravuras variadas


5. Solicitar que contem uma história a partir de 03 ou 04 gravuras colocadas em seqüência


6. Recontar histórias


7. Incentivar os pequenos a cantar, recitar poemas...


8. Oportunizar várias produções de desenhos livres e registrar o relato no verso da folha


9. Brincadeiras de faz de conta - cazinha, escolinha...


10. Dramatizações


11. Entrevistar os diversos profissionais da escola


12. Organizar debates com as crianças


13. Organizar na escola ou na sala de aula cantinhos lúdicos


14. Escutar as crianças, respondê-las ou comentar de forma coerente e utilizar todas as situações do cotidiano para o desenvolvimento da linguagem oral.





Formação Continuada - Programa PRALER


Nesta semana acontecerá o encerramento do Programa Praler na Rede Municipal de Colinas do Tocantins. Será nos dias 28 e 29 de agosto, na escola Alto da Bela Vista.


Contamos com a presença de todos os cursistas!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

As tendências pedagógicas em uma visão crítica





Clarice Borges da Silva Oliveira
Artigo publicado na Revista ABCEducátio
ano 8. n°68. agosto/2007. p. 28 e 29


As tendências pedagógicas originam-se, basicamente, em movimentos sociais, filosóficos e antropológicos em determinados períodos da história humana, influenciando as práticas pedagógicas associadas às expectativas da sociedade. Seguindo essa linha de pensamento, torna-se imprescindível a todo educador, em qualquer área de atuação, o conhecimento de tais tendências, a fim de influir conscientemente na sociedade, transformando fazeres e saberes, problematizando-os e inserindo-os no cotidiano e em sua própria expressão de educador. Através do estudo e conhecimento da teoria que embasa a sua prática é que o educador, especialmente o professor, poderá realizar a sua transformação em direção à conscientização e à conseqüente liberação dos condicionantes sociais, tornando o processo ensino-aprendizagem significativo e contextualizado para o educador e educando.

A relevância do conhecimento das tendências pedagógicas perpassa pela instrumentalização e caminho consciente para a realização da ação educativa, além de facilitar a identificação dos possíveis entraves na prática em curso. Porém, opondo-se esta afirmativa, facilmente encontram-se professores que baseiam sua prática pedagógica em noções do senso comum, incorporadas ao longo da vida estudantil pela transmissão informal dos mais experientes na profissão, tornando assim a prática pedagógica científica em prática vazia e que não contribui para a formação de cidadãos conscientes e ativos na sociedade. Nesse contexto, convém lembrar que, mesmo sem saber, em toda ação educativa e em qualquer prática pedagógica existe uma teoria que a fundamenta.
Segundo Demerval Saviane, os professores vivenciaram uma confusão que indicou o aparecimento da tendência tecnicista e das teorias crítico-reprodutivas, pois possuíam no pensamento o movimento e os princípios da escola nova, mas a realidade não oferecia a eles condições para efetivá-la, pois era predominantemente tradicional. Assim, os professores viam-se na pedagogia que prega a racionalidade, a produtividade do sistema e do seu próprio trabalho dando ênfase aos meios (tecnicismo). As tendências pedagógicas foram então classificadas em liberais e progressistas, correspondendo ao primeiro grupo: pedagogia tradicional, renovada progressista, renovada não-diretiva (escola nova) e tecnicista. Ao segundo grupo: pedagogia libertadora, libertária e crítico social dos conteúdos.
Ainda que muitos educadores não percebam, a educação brasileira foi e continua sendo marcada pelas tendências liberais, explicitando em alguns momentos as práticas mais conservadoras e em outros, práticas renovadas. Pois a confusão que aconteceu com os professores, segundo Saviane, fazendo surgir a tendência tecnicista e as teorias crítico-reprodutivas, ocorre no cenário atual da educação brasileira, onde muitos estudantes em educação concluem os cursos universitários convencidos que suas práticas como profissionais devem ser consubstanciadas na teoria progressista, mas ao serem inseridos no interior das escolas, nas salas de aula percebem a incompatibilidade na utilização de fato de tal fundamentação, reproduzindo assim uma educação que não se transforma e tampouco provoca a transformação da sociedade. Ao lado dos profissionais recém formados, convém ainda citar os profissionais da educação que atuam sem a devida formação e que já estruturaram seus saberes sobre sua prática, mas para atender as exigências da lei 9.394/96 – artigo 61 – “A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação...” – ingressam nos cursos de formação docente em nível superior e que o fazem apenas para cumprir um protocolo, mas não alteram, não mudam a sua atuação junto aos educandos.
A pretensão aqui é de suscitar questionamentos e não de oferecer respostas, em um momento histórico em que a sociedade exige a qualidade da educação oferecida pelas escolas brasileiras, então, não será também necessário que os professores acordem para o profundo poder de suas ações, bem como para a falta de conhecimento sistematizado da que há imbuído em seu fazer diário? Até quando iremos encontrar nos Projetos Políticos Pedagógicos uma proposta para a formação de cidadãos críticos, cônscios de seus papéis na sociedade e no interior das salas de aula uma prática totalmente antagônica, onde professores utilizam-se das longas cópias, ou atividades meramente reprodutivas como instrumento para silenciar seus alunos e deixa-los imóveis em suas carteiras?



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



BRASÍLIA. Lei de Diretrizes e bases da educação. Lein° 9.394, 23 de dezembro de 1996. art.61, p. 34, cap. VI.
LIBÂNEO, José Carlos. A didática e as tendências pedagógicas. In CONHOLATO, M. Conceição et al. (orgs). A didática e a escola de 1° grau. São Paulo: Fundação para o desenvolvimento da educação, 1991.
SAVIANE, Dermeval. Escola e democracia. 36ª ed. Campinas: Autores Associados, 2003.
VASCONCELLOS, Celso. O sentido do planejamento do trabalho escolar. ABCEducátio. São Paulo, v. 65, p. 40 – 42, abril. 2007.


sábado, 23 de agosto de 2008

Desenvolvimento da Língua escrita...

Sou apaixonada por este tema da Psicogênese da Língua Escrita, fico encantada com as hipóteses que as crianças formulam, com o caminho que elas percorrem. Então veja esse resumo sobre as etapas do desenvolvimento da escrita:

  1. Letras e desenhos tem a mesma natureza.
  2. Objetos pequenos são representados por palavras pequenas, objetos grandes por palavras grandes.
  3. As letras de uma mesma palavra têm que ser diferentes e em ordem diferente. Não se escreve uma palavra repetindo a mesma letra.
  4. Há uma quantidade mínima de letras por palavra e uma só letra não é palavra.
  5. Palavras diferentes têm o mesmo significado diante de uma figura.
  6. Algumas palavras não são escritas, mas podem ser faladas na leitura como se estivessem sendo lidas.
  7. Cada letra representa uma sílaba.
  8. Cada som é representado por uma ou por mais letras.
  9. A criança escreve como fala. Ex.: tapti (tapete), kza (casa), mininu (menino).

OBS.: Então é preciso que saibamos como estão nossos alunos em relação à escrita. Além de valorizar o que cada criança já sabe. Pois, ler e escrever não é apenas transformar letras em sons.

Para aproveitar as experiências de seus alunos...

  1. Peça que tragam recortes de revistas, jornais, rótulos ou impressos em que haja alguma palavra que já conheçam. Elabore, lendo as palavras com os alunos, um painel com um título que você, professor, decidir juntamente com sua turma. Ex.: palavras que já conhecemos ou Oba! já sabemos ler essas palavras.
  2. Acrescente também alguns rótulos, nomes de ruas, de praças, nome da escola, nome da cidade, nome de algum aluno da sala, o seu nome...
  3. Se possível, leve ainda fotografias de placas de sinalização importantes para a vida das crianças.
  4. Além de explorar as questões relativas à escrita, aproveite para refletir a respeito das necessidades reais e do consumo de supérfluos, do excesso de coisas descartáveis e do lixo produzido diariamente e que polui o meio ambiente.

Boa aula!!!!!!!

Esta atividade está no Caderno de Teoria e Prática 1

do Programa PRALER

Um recadinho especial...

É apaixonante o ato de educar, porque transformamos vidas e damos oportunidades de crescimento em perspectiva ampla, por isso me considero "super", pois tenho convicção que ser educador é ser SUPER (super dedicado, super carinhoso,etc.) e SUPER de superação, porque todos os dias superamos e ajudamos a superar muitas situações adversas que surgem pelo caminho.

Amigos... este comentário está disponível no http://blogdasupercleide.blogspot.com

Bjos... bjos e mais bjos.

[red]Veja Mais Gifs Animados[/red]



Para todas as minhas amigas da SEMEC.

Dê uma olhadinha no blog delas...

http://blogdasupercleide.blogspot.com/
http://blogdaluzvirgem.blogspot.com/
http://profelizianedepaula.zip.net/
http://professorabeatrice.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ninguém pode estragar o seu dia...

Ninguém pode estragar o seu dia...
... a menos que você permita...
Paulo acompanhava seu amigo Daniel à banca de jornal.
Chegando lá Daniel cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas,
como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção,
Daniel sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, Paulo perguntou:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou. - Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.
Devemos sempre permanecer de pé perante as dificuldades
e não permitir que acabe com a nossa Fé.
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra,
nem estar à disposição do mau humor, da impaciência e da raiva.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.
Encontrei esse texto em um blog e resolvi partlhá-lo com vcs... espero q gostemmmmmm

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

10 MOTIVOS PARA SORRIR


SORRIA!! Hoje é mais um dia lindo para ser aproveitado!
SORRIA!! Existe pessoas que amam você e sempre te querem o melhor...

SORRIA!!! Você é super importante, e sem você o mundo não seria o mesmo!!
SORRIA!! Esqueça os problemas... você fica lindo(a) com um sorriso!!!
SORRIA!!!! Você é privilegiado, tem comida, cama, tem um teto... e vive em um país que apesar da violência, não tem guerra!
SORRIA!!!! Pois o sorriso é contagiante, vamos fazer uma epidemia!!!!!!
Não se preocupe com os obstáculos da vida, eles nos fazem crescer!!
SORRIA!!! A vida é bela, se você não acha isso, torne sua vida bela.... comece sorrindo, que tudo a sua volta mudará!!!
SORRIA!!! Você tem amigos que te amam.... e um melhor amigo.... DEUS!!!!
SORRIA!!!! Mais um ano está chegando.... um ano que poderá ser o melhor ano, se você começa-lo sorrindo!
SORRIA!!! Pois você está vivo(a).... e este é o maior motivo para sorrir.... pois a sua existência faz o mundo mais feliz!!!!! Você já sorriu hoje? Não? Então o que está esperando??
Um sorriso por mais simples que seja modifica tudo a nossa volta.
Um sorriso pode alegrar um coração, restaurar amizades e até conquistar as pessoas. Mas o mais importante é que sorrindo você sentirá melhor e o seu sorriso contribui para um mundo mais feliz!!!!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Para rir um pouco...


É conhecida a anedota daquele famoso orador que vivia com sua agenda repleta de compromissos para fazer suas palestras. Ele viajava sempre com um motorista que o servia há muitos anos.Certo dia, indo para uma cidade distante, onde nunca tinha estado, sentiu-se indisposto por causa de uma gripe inesperada. Pensou em cancelar o compromisso, mas foi persuadido pelo motorista a manter a palestra, pois este alegava que como já tinha ouvido centenas de vezes aquela apresentação estava em condições de substituí-lo e como ninguém o conhecia naquela localidade tudo se resolveria bem.O orador aceitou a proposta, mas disse que tomasse cuidado com as perguntas, pois se fossem a respeito de matérias diferentes ele não saberia como responder.Tudo combinado, foram para o local da palestra, com o orador usando as roupas e o boné do motorista.O motorista cumpriu bem o papel do orador fazendo uma apresentação bastante aceitável, mas quando estava encerrando, alguém na platéia fez uma pergunta difícil e capciosa sobre uma parte da matéria que ele desconhecia.Ele não se abalou e com muita segurança disse à pessoa que levantara a questão:Esta é uma pergunta tão simples e com uma resposta tão óbvia que vou pedir ao meu motorista que se encontra lá no fundo do auditório que dê a resposta.


(autor desconhecido)

A Família e a escola na formação de leitores


Desde 1997 atuo na educação, trabalhando em instituições privadas ou públicas, dentro ou fora da sala de aula e sempre ouvi muitas reclamações de colegas sobre a falta de leitores no Brasil e sobre a ausência dos pais e/ou responsáveis nas questões educacionais envolvendo seus filhos. Dentre essas questões, o que evidentemente necessita ser ressaltado é a importância da família na formação de leitores. Pois, leitores não surgem sobre o nada, leitores são formados sobre as experiências vividas, sobretudo, antes mesmo do ingresso à educação formal.
Mas convém ressaltar, uma triste estatística que é a média de livros lidos por pessoa/ano no Brasil: 1.8. Enquanto que, na Inglaterra esse número sobe para 4.9, na Itália para 5, nos Estados Unidos 5.1 e na França 7 livros é a média de livros lidos. Porém, essa realidade não é de conhecimento da maioria dos pais e também de alguns professores, os quais esquecem que para conquistar uma platéia é preciso seduzi-la. Logo, para que esses índices apresentados sejam diferentes, faz-se necessário a mudança de postura quanto a leitura tanto pela família como pela escola.
Aos pais, cabe uma reflexão: qual idade tinha seus filhos quando ganharam os primeiros livros? Quantos livros seus filhos já receberam de presente? Quantos livros vocês já leram e recomendaram aos seus filhos? Vocês lêem perante seus filhos? Vocês lêem para eles e com eles?
Aos professores e profissionais da educação em geral, também é possível uma análise da prática pedagógica adotada no cotidiano da escola: Vocês cobram que seus alunos leiam ou incentivam a leitura com suas próprias atitudes? A leitura na sala de aula e/ou na escola tem momento privilegiado, planejado, transdisciplinar ou algo para esperar bater o sinal, para preencher o tempo, simplesmente ocupar os alunos após terem concluído as tarefas? Ou ainda, sua escola faz das diversas leituras uma prática diária ou elege um “Dia D da leitura”?
É preciso observar, também, o que foi exposto na Folha de São Paulo de 28 de setembro de 2004:
“Apenas 25% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos são capazes de ler textos longos, localizar mais de uma informação e estabelecer relações entre diferentes textos, de acordo com o Inaf (Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional) de 2003, índice obtido a partir de pesquisa da ONG Ação Educativa, em parceria com o Instituto Paulo Monte Negro, do Ibope.”
Assim, é possível constatar que lê-se pouco no Brasil e essa postura de não-leitores é prejudicial em todos os sentidos. Porém, a leitura, trata-se de um hábito que pode ser formado e formador. Sendo que este, urgentemente precisa ser introduzido nos lares, nas escolas, nas praças, entre outros. Isso se justifica pelo fato de que aprender torna-se mais fácil quando ocorre pelo exemplo. Pois, do que vale cobrar os filhos e alunos a leitura, se professores e pais também não lêem, ou o fazem forçadamente? O exemplo é mais valioso, é para a vida toda. Assim como retrata Nolte (pp. 13 e 14, 2003):

“(...) as crianças aprendem o tempo todo com os pais. Seus filhos estão prestando atenção em vocês. Talvez não ao que vocês lhes dizem para fazer, mas certamente ao que de fato vêem vocês fazerem. Vocês são o primeiro e mais importante exemplo a seguir. Os pais podem tentar ensinar certos valores, mas as crianças inevitavelmente observarão aquilo que é transmitido através do comportamento, dos sentimentos e atitudes de seus pais na vida diária.”

É por esta razão que especialistas concordam que a solução para os problemas da escola, em parte, estão na família e que a solução para os problemas da família estão também, em parte, na escola. Mas para essa transformação faz-se necessário a percepção de que o ato de ler é plural. Pois, só assim, educando pelo exemplo, será possível ter alunos lendo mais na escola e filhos lendo mais em casa.
O caminho, assim, é de mão dupla como ressalta Tiba (p. 164, 1998):
“A escola precisa alertar os pais sobre a importância de sua participação: o interesse em acompanhar os estudos dos filhos é um dos principais estímulos para que eles estudem.”
Se o nível de leitura é baixo, é necessário que haja mudanças no sistema de ensino. Os alunos não se interessam pela leitura na escola e não há o que ler nas casas desses alunos, só há uma solução possível, o contato cada vez mais próximo e freqüente com o livro, ainda que o mais simples possível, pode levá-los a querer se aprofundar no universo da leitura. Tornando assim esse efeito dominó em um ciclo positivo capaz de transformar a situação atual em novos caminhos, pois a leitura torna os sujeitos mais conscientes, criativos, responsáveis, afetivos, sensíveis, generosos, além de eternos aprendizes. Dicas para gostar de ler e ensinar os pequenos a gostarem também:
Aproveite as pessoas que gostam de ler para indicar boas leituras;
Pesquise sites de literatura na internet para descobrir livros interessantes;
Visite feiras de livros e participe de palestras com escritores;
Experimente variar suas leituras, leia jornais, crônicas, quadrinhos, entre outras;
Após assistir a um filme cuja história foi baseada em um livro procure ler também a obra original;
Freqüente as bibliotecas públicas de sua cidade, a sala de leitura e/ou biblioteca de sua escola, livrarias, pois só se apaixona pelo que se conhece;
Reserve, também, algumas horas por dia para a leitura em família, principalmente com os menores que estão em fase inicial de alfabetização;
Leve as crianças para eventos em feiras culturais com contadores de histórias ou conte você mesmo;
Dê livros de presente, converse com as crianças sobre os mesmos e peça-lhes que comentem a história que acabaram de ler;
Tente dosar as atividades, como: computador, tv, videogame com a leitura. Estabeleça horários fixos para os jogos eletrônicos e para a tv;
Estimule o hábito pela leitura através de jogos com palavras, frases ou brincadeiras diversas.

Referências Bibliográficas:
ARRUDA, Antônio. Para construir leitores. Folha de São Paulo. São Paulo, 28 de set. 2004.
Tiba, Içami. Ensinar Aprendendo: como superar os desafios do relacionamento professor-aluno em tempo de globalização. São Paulo: Gente, 1998.
Cury, Augusto. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
Nolte, Dorothy. As crianças aprendem o que vivenciam. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

Repensando a avaliação escolar


Avaliação é um tema que perpassa todo o processo educacional e constitui-se ainda em uma grande interrogação para os profissionais da educação. Para desmistificar este nó que é a avaliação faz-se necessário enfatizar que o processo avaliativo deve ocorrer paralelo ao desenvolvimento das aprendizagens dos educandos. Neste sentido, os registros sobre o desempenho bimestral são apenas momentos em que o professor evidencia o caminho percorrido pelo educando dentro de determinado espaço de tempo. Mas este registro e o que foi observado não é o que deve ser nomeado por avaliação.
Assim sendo, para que o processo seja definido como avaliativo é preciso que passe por três momentos distintos: observação, análise e compreensão das estratégias de aprendizagem e tomada de decisão favorável ao desenvolvimento do educando. Assim como destaca Hofmann (p.14, 2005)
“Não se pode dizer que se avaliou porque observou algo do aluno. Ou denominar por avaliação apenas a correção de sua tarefa ou teste e o registro das notas, porque, nesse caso, não houve a mediação, ou seja, a intervenção pedagógica, decorrente da interpretação das tarefas, uma ação pedagógica desafiadora e favorecedora à superação intelectual dos alunos.”
Convém também ressaltar que é imprescindível a mudança de concepções dos profissionais da educação a respeito da avaliação da aprendizagem. Pois o que ocorre com freqüência é que professores mudam o jeito de fazer algumas coisas, mas não as suas concepções, Assim, todos os anos nas instituições surgem novas normas de como avaliar e como registrar o que foi observado, porém o que não se vê é o investimento para que ocorram transformações nos princípios e valores que subsidiam o processo.
Seguindo esta linha de pensamento, faz-se alusão às vezes em que somente ao final do ano letivo o professor percebe que seus alunos apresentam determinados problemas no aprendizado da leitura e da escrita, por exemplo. Então, para prevenir situações semelhantes é importante acompanhar, sistematicamente, e de modo individualizado, o progresso dos alunos durante todo o ano. Para isso, torna-se imprescindível a realização de avaliação inicial ou diagnóstica, com este procedimento o educador pode saber quais conhecimentos prévios de seus alunos. A partir dessas informações o planejamento poderá ser mais objetivo atendendo, de fato, as reais necessidades dos alunos, além de ser uma excelente oportunidade para que posturas pedagógicas sejam repensadas. Outro procedimento é a avaliação formativa que mostra, concretamente, sobre o desenvolvimento do processo e ainda permite a intervenção no mesmo para que seja feito os ajustes necessários.
A avaliação somativa, com a qual estabelece-se um balanço do que foi aprendido por todos os alunos, não exclui as outras propostas, pois ambas devem ser complementares. Porém, mesmo com muitas informações sobre o sistema de avaliação, as instituições de ensino permanecem com posicionamentos seculares, demonstrando práticas avaliativas que não traduzem os avanços das pesquisas e da legislação vigente.
Para Perrenoud (1999, p. 156) “o sistema tradicional de avaliação oferece uma direção, um parapeito, um fio condutor; estrutura o tempo escolar, mede o ano, dá pontos de referência, permite saber se há um avanço na tarefa, portanto, se há cumprimento do seu papel.”
Enquanto que, para Gimeno (1995), a avaliação ocorre a partir de concepções dos professores, seguindo valores, expectativas individuais e subjetivas e também a partir das determinações do contexto institucional, sendo que muitas vezes o próprio professor não tem muita clareza dos dados considerados na avaliação dos alunos.
As avaliações realizadas nas escolas decorrem, assim, de noções diversas, não tendo, por vezes, clareza de suas concepções. O sistema educacional, ainda hoje, pauta-se na avaliação somativa, classificatória, visando a verificação das competências por meio de medidas, de notas. Mas, é preciso considerar que a avaliação somativa evidência competências isoladas, além de prever que os alunos aprendam do mesmo modo e ao mesmo tempo.
A avaliação escolar se trata de um processo e este está inserido no processo ensino-aprendizagem que é mais abrangente e precisa ser refletido permanentemente. Com esta afirmativa, fica latente um questionamento: Ainda que a avaliação seja um processo, está inserida em um outro maior que é o processo ensino-aprendizagem que não é linear porque deve ter reajustes permanentes. Por qual razão as concepções e as práticas avaliativas não correspondem a estes reajustes?
Foi refletindo sobre a problemática da Avaliação Escolar que a Rede Municipal de Ensino de Colinas do Tocantins conseguiu avanços significativos, sob a luz dos Referenciais Curriculares da Educação Infantil, do Programa PRALER (Programa de apoio à leitura e a escrita), do Programa GESTAR (Gestão da aprendizagem), do Programa Se Liga e Acelera (Programas de correção idade/série), além da influência de pesquisadores influentes na educação brasileira, como: Emília Ferreiro, Ana Teberosky, Paulo Freire, entre outros.
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Colinas do Tocantins aplica desde 2005 instrumentos para realizar a avaliação diagnóstica em leitura e escrita, no início e no final do ano letivo, abrangendo a Educação Infantil, o Ensino Fundamental I e Educação de Jovens e Adultos, objetivando acompanhar o processo de desenvolvimento dos alunos, além de utilizar-se da análise desses instrumentos para a realização da Formação Continuada dos Profissionais da Educação, bem como, motivar a tomada de decisões pedagógicas para a melhoria dos resultados na aprendizagem dos alunos. Pois, tornou-se perceptível para a maioria dos professores que a avaliação da aprendizagem existe para possibilitar o melhor desenvolvimento dos educandos e não para excluí-los. Outro fato, é que atualmente todos os professores da Rede realizam a avaliação diagnóstica/inicial com seus alunos, utilizando o teste da psicogênese, registro sobre como os alunos estão lendo, além de outros instrumentos.
Neste sentido propõe-se que a finalidade da avaliação seja: conhecer melhor o aluno, constatar o que está sendo aprendido, adequar o processo de ensino e julgar globalmente um processo de ensino-aprendizagem.
Diante das considerações aqui expostas, é pertinente trazer à tona que, segundo Hoffmann (2000), avaliar é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, propiciando ao aluno em seu processo de aprendizagem, reflexões sobre o mundo, contribuindo para a formação de sujeitos críticos, participativos na construção e re-construção das “verdades” que lhes são apresentadas.


Referências Bibliográficas:


HOFFMANN, Jussara. Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtivista. 29ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.
___________________. O jogo do contrário em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2005.
GIMENO SACRISTÀN, J. El curriculum: uma reflexión sobre la prática. 5ª ed. Madri: Marata, 1995.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed, 1999.