quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O que precisamos saber sobre as alterações das regras na escrita?

Vocês já sabem o que muda com o novo acordo entre os países cuja língua é a PORTUGUESA?

Então confira:
  1. Acentuação

a) palavras como lingüiça, cinqüenta, seqüestro passam a ser grafadas linguiça, cinquenta, sequestro;

b) palavras como vôo, enjôo, abençôo passam a ser grafadas voo, enjoo, abençoo;

c) palavras como lêem, dêem, crêem, vêem passam a ser grafadas leem, deem, creem, veem;

d) palavras como idéia, assembléia, heróico, paranóico passam a ser grafadas ideia, assembleia, heroico, paranoico;

e) palavras como feiúra, baiúca passam a ser grafadas feiura, baiuca;

f) averigúe, apazigúe e argúem passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem;

g) deixa de se distinguir pelo acento gráfico:– para (á), flexão do verbo parar, e para, preposição; – pela(s) (é), substantivo e flexão do verbo pelar, e pela(s), combinação da preposição per e o artigo a(s);– polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); – pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo, e pelo(s) combinação da preposição per e o artigo o(s);– pera (ê), substantivo (fruta), pera (é), substantivo arcaico e pera preposição arcaica.

2. O hífen

a) passaremos a grafar de forma aglutinada certos compostos nos quais se perdeu a noção de composição, como: mandachuva e paraquedas, por exemplo.

b) só empregaremos o hífen quando o segundo elemento começar por h. Ex.: pré-história, super-homem, pan-helenismo, semi-hospitalar. Exceção: manteve-se a regra atual que descarta o hífen nas palavras formadas com os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial (desumano, inábil, inumano), e quando o prefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, ex.: contra-almirante, supra-auricular, auto-observação, micro-onda, infra-axilar. Exceção: manteve-se a regra atual em relação ao prefixo co-, que em geral se aglutina com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o (coordenação, cooperação, coobrigação). Com isso, ficou abolido o uso do hífen:
quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas.
Ex.: antirreligioso, antissemita, contrarregra, infrassom. Exceção: manteve-se o hífen quando os prefixos terminam com r, ou seja, hiper-, inter- e super- Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente Ex.: extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, antiaéreo, agroindustrial, hidroelétrica Observação: permanecem inalteradas as demais regras do uso do hífen.

3. Uso obrigatório de letras maiúsculas

  • nomes próprios de pessoas (João, Maria, Dom Quixote);
  • lugares (Curitiba, Rio de Janeiro);
  • instituições (Instituto Nacional da Seguridade Social, Ministério da Educação);
  • seres mitológicos (Netuno, Zeus);
  • nomes de festas (Natal, Páscoa, Ramadão);
  • designação dos pontos cardeais quando se referem a grandes regiões (Nordeste, Oriente);
  • siglas (FAO, ONU);
  • iniciais de abreviaturas (Sr., Gen. V. Exª) e
  • títulos de periódicos (Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo).

Ficou facultativo usar a letra maiúscula:

  • nos nomes que designam os domínios do saber (matemática ou Matemática);
  • nos títulos (Cardeal/cardeal Seabra, Doutor/doutor Fernandes, Santa/santa Bárbara);
  • nas categorizações de logradouros públicos (Rua/rua da Liberdade), de templos (Igreja/igreja do Bonfim) e edifícios (Edifício/edifício Cruzeiro).

Observação: Fiquem tranquilos... pois teremos um tempo para nos adaptarmos as novas regras!!!

Nenhum comentário: