Uma questão muito complexa, isso ninguém contesta.
Pois não há um curso preparatório para pais, ao contrário do que ocorre quando
decidimos nossa atuação profissional, fazemos um curso superior, cursos de
especialização e de formação contínua. Ser pai e mãe é algo que aprendemos na
prática, através dos erros e acertos nas relações que estabelecemos com esses
que nos foram confiados, configurando-se em uma grande responsabilidade: EDUCAR
– eis a questão!
Todos nós, profissionais da educação ou não, nos
deparamos com comentários de pais que se sentem frustrados diante de
comportamentos indesejados de seus filhos, talvez, por não conseguirem fazer
com que estes obedeçam, apresentem comportamentos adequados nos diferentes
ambientes sociais e, assim, aderem às práticas como “castigos”, “surras” e
“diálogos agressivos”. Porém, mesmo assim não alcançam o êxito na educação dos
filhos.
No contexto da vida contemporânea, na dimensão do
politicamente correto, proponho a reflexão sobre a importância do nosso
exemplo. Pois, em consonância com os mais experientes na ARTE DE EDUCAR, os
exemplos comunicam muito mais do que as palavras. Assim, é imprescindível que
antes de cobrar dos filhos determinados comportamentos, nós os pais, procuremos
educar a nós mesmos. Como podemos exigir que um filho não fume, se nós fumamos?
Mesmo sob orientação de médicos e pressão de familiares? Portanto, o ditado popular “faça o que eu digo
e não o que eu faço” pode ser o maior erro na importante missão de educar. O
exemplo é fundamental!
Segundo Aristóteles, filósofo, os bons
hábitos se formam nas crianças pelo exemplo dos adultos. Além dessa
regra de ouro, existem outras que podem contribuir na boa educação de nossos
seus filhos:
·
Explicite seus valores – Fale para seus filhos o
que considera importante, o que espera que seus filhos aprendam ou o que é
admissível ou não em sua opinião. Não espere que seus filhos adivinhem, o
diálogo é uma importante metodologia para educar.
·
As regras devem ser claras e expostas antes de
aplicadas – Com linguagem simples e adequada, a idade da criança, os pais devem
expor as regras. Evite falar muito com crianças pequenas. Com os filhos
maiores, não há nada de educativo em dizer: "Porque não e pronto!"
Essa dica é relevante sob a justificativa de que cada família apresenta regras
diferenciadas, enquanto alguns pais aceitam a utilização de gírias e palavrões
outros se sentem incomodados com tal comportamento.
·
Agredir fisicamente ou verbalmente não educa -
Comentada as regras da família, os gritos, as surras podem ser prejudiciais,
transformando a relação entre pais e filhos em uma guerra, provocando o
desgaste de ambas as partes. É gratificante quando os filhos obedecem por
respeito e amor, não por temor.
·
Seja firme – Depois que as regras, os limites, o
que é permitido e o que não é permitido foi exposto não mude a toda hora de
ideia, de acordo com seus próprios interesses. A inconstância dos pais pode
ocasionar o mau comportamento dos filhos, uma vez, que estarão sempre testando,
para ver até onde poderão ir e causando a indisciplina, além de problemas de
ordem emocional.
·
Não seja negligente – Investir em tempo e estratégias
para disciplinar os filhos mostra que existe preocupação, empenho. Além de ser
interpretado como um ato de amor.
·
Respeite seu cônjuge – O respeito do esposo pela
esposa e vice-versa contribui para confirmar para os filhos que esse
comportamento é o mesmo a ser apresentado por eles.
Para finalizar, por um breve
momento, a reflexão aqui estabelecida vale destacar uma definição, de autor
desconhecido, que circula nas redes sociais:
“Filho é um ser que nos emprestaram para um
curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos
piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter
coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode
ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar
agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é
nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!”
4 comentários:
Parabéns!!!!! Claro pratico!!!! educar é mesmo uma arte...Dificil?!
Acredito que o que torna feliz a arte de educar para pais e filhos é o amor empenhado.
Clarice, amo passear no seu mundo digital e confesso que a cada dia fico mais surpresa com seu potencial e sua forma profissional de se expressar...é esse texto vai pro livro viu, pois apresenta claramente como educar um filho. Dizem que eles não vem com manual, com uma bula talvez? mas me questiono PRA QUE? cada mãe, lá no fundo, sabe o que fazer, mas as vezes, não o faz por falta ou excesso de amor e isso no final tem um resultado desastroso, não só pra ela, mas pra sociedade como um todo. Sempre digo que existem sim receitas pra se educar, e essa sua é ótima, o problema não esta nas receitas que existem e sim em quem as escolhe para pratica-las, que as vezes não se comprometem, não se dedicam, não acrescentam seus próprios ingredientes e não exercitam seu poder criativo de fazer à sua maneira e resolver o seu problema.
Eu AGARANTIO que sigo algumas, crio outras e vou vivendo e tentando educar da melhor maneira possível, não só os meus filhos, mas aqueles que os rodeiam, pois qto melhor eu for e qto mais eu contribuir, mais chance eu terei de não ver os meus filhos no lixão de uma sociedade doentia ou ainda vítimas de pessoas que venham de lá.
E como aquele japina que eu amo diz: QUEM AMA EDUCA NÉ AMIGA?
Então vamos amando uns aos outros e educando sempre.
Sempre digo que filho não dá trabalho, eles apenas exigem cuidado, as vezes mais,as vezes menos, mas sempre e pra todo o sempre CUIDADO. Que tenhamos cuidado com eles e que o dia que Deus os leve (pq como vc disse, eles são emprestados) que nós possamos dizer, com orgulho, que fizemos render através deles o amor a Deus.
Te amo amiga!!!
até breve
"...que fizemos render através deles o amor de Deus"... achei incrível! Obrigada pelo diálogo estabelecido. Espero que nosso livro seja publicado logo! rsrsrsr
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