quarta-feira, 30 de março de 2011
Prova Brasil
Provinha Brasil
quarta-feira, 23 de março de 2011
Novo Artigo
segunda-feira, 21 de março de 2011
2011 é o ano Internacional da química.
Para todos os interessados, está disponível no portal http://quimica2011.org.br/ o Projeto "A química mais perto de você".
Além de outros conteúdos, poderá ter acesso a experiências de baixo custo para o Ensino fundamental.
Bons estudos e ótimas experiências...
Enciclopédia Britânica
- Conteúdo on-line disponível para professores e alunos de escolas públicas.
Vale a pena conferir!
http://escola.britannica.com.br/
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Professores, futuros professores e pais... Um espaço para reflexão...
Numa rua de subúrbio, uma menina, sentada à porta de casa, olhava um livro ilustrado. Perto dali havia uma escola normal e passavam muitas jovens que se preparavam para ser professoras.
Uma delas parou ao ver a criança com o livro na mão e disse:
__ Que gracinha!
__ Me conta a história?
__ Não, primeiro você tem que aprender a ler. Quer que eu te ensine? Olhando o título, a jovem apontou:
__ A, o, e, u, i, o. Não, assim, não. Melhor assim: a, e, i, o, u.
A criança olhou desconsolada e pediu novamente para ouvir a história. A futura professora não desistiu.
__ Veja, é fácil: a com i faz ai! Como você fala quando senti uma dor. E e com u faz eu! E apontava para o próprio peito, dizendo: eu, ai! Eu, ai!
Um pouco assustada, a criança desviou o olhar e abriu o livro. A normalista aborreceu-se e foi para a aula de Métodos e Técnicas de Alfabetização contar para a professora que tinha encontrado uma pobre criança que era um caso típico de falta de prontidão para a leitura.
Logo depois passou outra jovem e perguntou:
__ O que é que você está lendo?
__ Não sei ler. Me conta a história?
__ Vou ensinar você a ler. Como é seu nome?
__ Betinha.
__ Não, isso é seu apelido. Como é seu nome?
A menina pensou um pouco e olhou desolada para o livro:
__ Me conta a história.
__Só se você me disser seu nome.
__Elisabete Maria de Oliveira.
__ Ah, bom. Então vamos ver.
Puxando um caderninho da bolsa, a moça escreveu Elisabete e deu à criança.
__Aqui está o seu nome: ELISABETE. Vamos ler apontando com o dedinho.
A jovem ficou embatucada e anotou a resposta para ir perguntar como interpretá-la à professora de psicogênese da língua escrita.
__ Tchau, querida! Outro dia eu te ensino, o.k?
Não demorou muito, passou outra jovem simpática e a criança lhe pedi:
__ Me conta a história!
__ Que gracinha! Eu conto se você me responder umas perguntas.
A criança olhou ressabiada.
__ Você já sabe as letras do alfabeto?
__ Não.
Você conhece as famílias silábicas?
__Quê?
__Deixa pra lá. Me diga uma palavra que começa com pa. Por exemplo, pato, papai, palácio.
__Rei, princesa.
__ Quê?
__ Palácio, rei, princesa.
A futura professora suspirou. Saiu dali muito triste, achando que a menina era muito bonitinha, mas não tinha discriminação auditiva.
Daí a meia hora, passou um professor de gramática, cansado e meio calvo, andando devagar. A menina resolveu tentar a sorte.
__ Me conta a história!
__ Não é assim. Fale de novo: conta-me a história.
__ Hum?
__ Conta-me a história, eu disse.
__ Mas eu não sei ler.
__ Não, não é você que deve contá-la. Aliás, minha pobre criança, você não sabe nem falar.
A menina fechou o livro com força e fez uma careta de nojo para o gramático. Ele respondeu:
__ Atrevida! Analfabeta! Iletrada! Anômala! Anojosa! Anacoluto! e retirou-se, muito satisfeito de possuir um vasto vocabulário para qualificar a pirralha.
Passou um tempinho, veio pela calçada uma professora de sociolingüística, com seu gravador a tiracolo, e a menina resolveu tentar a sorte:
__ Tia, me conta a história!
__ Fala de novo, meu bem, disse a professora, e ligou o gravador. Estava fazendo uma pesquisa sobre dialetos das classes populares do subúrbio do Rio, de modo que não podia perder a chance de gravar a fala da criança.
__ O que é isso?
__ um gravador. Vou gravar o que você falar. Vamos conversar. Quantos anos você tem?
__ Me conta a história.
__ Depois eu conto. Converse um pouquinho comigo.
__ Quero a história.
__ Depois eu conto. Converse um pouquinho comigo.
__ Quero a história.
__ Você me conta uma história. Eu gravo e depois passo tudo para o papel, pego sua história e aí...
Mas a professora não pode concluir: a menina já estava longe, pulando num pé só, fora do alcance da pesquisadora. Na esquina, encontrou o vendedor de cocadas que fazia ponto perto da escola normal. Pouco movimento, tarde parada. O vendedor olhou pra menina e perguntou:
__ Já leu esse livro?
__ Não, lê pra mim? disse a menina, sem muita esperança de ser atendida.
__ Hum, deixa eu ver.
O rapaz abriu o livro. Foi lendo devagar, como possível, pois tinha aprendido a ler mal e mal, há muito tempo atrás.
__ Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho. Um dia, a mãe dela cha-cha-mou-a e disse...
A menina deu um suspiro de prazer e sentou no muro da escola para ouvir a história. Lá dentro, alguém dava uma aula sobre métodos de alfabetização.
CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre a teoria e a prática. Petrópoles, RJ: Vozes, 2005.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O que precisamos saber sobre as alterações das regras na escrita?
Então confira:
- Acentuação
a) palavras como lingüiça, cinqüenta, seqüestro passam a ser grafadas linguiça, cinquenta, sequestro;
b) palavras como vôo, enjôo, abençôo passam a ser grafadas voo, enjoo, abençoo;
c) palavras como lêem, dêem, crêem, vêem passam a ser grafadas leem, deem, creem, veem;
d) palavras como idéia, assembléia, heróico, paranóico passam a ser grafadas ideia, assembleia, heroico, paranoico;
e) palavras como feiúra, baiúca passam a ser grafadas feiura, baiuca;
f) averigúe, apazigúe e argúem passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem;
g) deixa de se distinguir pelo acento gráfico:– para (á), flexão do verbo parar, e para, preposição; – pela(s) (é), substantivo e flexão do verbo pelar, e pela(s), combinação da preposição per e o artigo a(s);– polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); – pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo, e pelo(s) combinação da preposição per e o artigo o(s);– pera (ê), substantivo (fruta), pera (é), substantivo arcaico e pera preposição arcaica.
2. O hífen
a) passaremos a grafar de forma aglutinada certos compostos nos quais se perdeu a noção de composição, como: mandachuva e paraquedas, por exemplo.
b) só empregaremos o hífen quando o segundo elemento começar por h. Ex.: pré-história, super-homem, pan-helenismo, semi-hospitalar. Exceção: manteve-se a regra atual que descarta o hífen nas palavras formadas com os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial (desumano, inábil, inumano), e quando o prefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, ex.: contra-almirante, supra-auricular, auto-observação, micro-onda, infra-axilar. Exceção: manteve-se a regra atual em relação ao prefixo co-, que em geral se aglutina com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o (coordenação, cooperação, coobrigação). Com isso, ficou abolido o uso do hífen:
quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas.
Ex.: antirreligioso, antissemita, contrarregra, infrassom. Exceção: manteve-se o hífen quando os prefixos terminam com r, ou seja, hiper-, inter- e super- Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente Ex.: extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, antiaéreo, agroindustrial, hidroelétrica Observação: permanecem inalteradas as demais regras do uso do hífen.
3. Uso obrigatório de letras maiúsculas
- nomes próprios de pessoas (João, Maria, Dom Quixote);
- lugares (Curitiba, Rio de Janeiro);
- instituições (Instituto Nacional da Seguridade Social, Ministério da Educação);
- seres mitológicos (Netuno, Zeus);
- nomes de festas (Natal, Páscoa, Ramadão);
- designação dos pontos cardeais quando se referem a grandes regiões (Nordeste, Oriente);
- siglas (FAO, ONU);
- iniciais de abreviaturas (Sr., Gen. V. Exª) e
- títulos de periódicos (Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo).
Ficou facultativo usar a letra maiúscula:
- nos nomes que designam os domínios do saber (matemática ou Matemática);
- nos títulos (Cardeal/cardeal Seabra, Doutor/doutor Fernandes, Santa/santa Bárbara);
- nas categorizações de logradouros públicos (Rua/rua da Liberdade), de templos (Igreja/igreja do Bonfim) e edifícios (Edifício/edifício Cruzeiro).
Observação: Fiquem tranquilos... pois teremos um tempo para nos adaptarmos as novas regras!!!